O FOGO | A descoberta que revolucionou a vida humana

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Na PRÉ-HISTÓRIA o homem primitivo obtia o fogo através da manifestação da natureza! Para isso acontecer, era necessário que os raios acertassem as árvores, e assim, gerar o FOGO!
Estes são os indícios da descoberta do fogo pelos seres humanos, entretanto, alguns enxergavam o fogo como uma benção e outros como uma maldição.

O domínio do fogo

 

Já no período neolítico o homem desenvolveu técnicas para obter o fogo usando pedras e a agricultura. Produziu ferramentas e criou animais para consumo. Assim, começou a ser independente e a evolução trouxe um novo rumo para a humanidade.
Com o fogo, a noite já não era tão perigosa e diminuía a necessidade de se esconder ou lutar. Acredita-se que com a descoberta, a evolução do homem foi diretamente atingida, pois permitiu mais tempo para pensar.

 O Uso do fogo como iluminação

Até o século XIX o fogo era usado como principal meio de iluminação, utilizando óleo de baleia e outros materiais para manter postes de iluminação pública e lampiões acesos.

 

Tipos de instrumentos para iluminação

O primeiro combustível empregado como fonte de energia para alimentar o fogo, foi a gordura animal. A partir da gordura que escorria dos animais que assavam sobre as brasas os seres primitivos começaram a enxergar que o fogo aumentava conforme a gordura escorria.
Após perceber o tesouro que tinha em suas mãos, o homem buscou formas de armazená-lo e passou a usar como recipientes para guardar a gordura, chifres de animais, conchas marinhas e pedras que tinham cavidades naturais e emergia uma trança vegetal que se tornava condutor do combustível. Esses artefatos eram chamados de “lucernas” e foram utilizados por milênios como forma de iluminação.

Com sua evolução o homem passou a reparar que o barro que ficava em volta do fogo endurecia e com o tempo, passou a moldar o barro e a criar diversos outros artefatos, como as lucernas em cerâmica, que iriam substituir as pesadas lucernas de pedra.

Depois do domínio dos metais sugiram as lucernas metálicas, que com o tempo foram sendo modernizadas e inspiraram a criação de velas.

Outra forma muito utilizada de iluminação foi a tocha. Ela era um modo de transportar a iluminação e o fogo, usada principalmente em áreas publicas. O mais curioso, é que o homem mesmo sem nenhum meio de estudo descobriu que quanto mais alta estava a tocha, maior era a área de iluminação. Assim, surgiu a ideia do castiçal.
Derivado dos castiçais, os candelabros, eram utilizados em suportes para dependurar as lucernas e para colocar copos com cera. Com a descoberta deu uma nova arte, surgiram em seguida, as lanternas que direcionavam a luz.

Durante anos, outros artefatos foram criados para armazenar o fogo. Outros foram inventados, porém nenhuma invenção revolucionária. Até 1783, o suíço Pierre Argand, desenvolveu a lâmpada de dupla corrente de ar.
A lâmpada de Argand, como ficou conhecida, era composta por um pavio inserido no interior de uma chaminé de vidro, por onde passava uma corrente de ar ascendente que auxiliava a combustão, produzindo uma chama estável, de forte intensidade e sem muita fumaça. Era uma lâmpada a combustível.
Em 1792, Willian Murdoch um engenheiro escocês armazenou o gás obtido pela destilação do carvão fóssil que lhe possibilitou iluminar sua casa e sua fabrica em Redruth. Esta forma de iluminação foi usada como iluminação pública.

Desde então, a iluminação “deslanchou” em sua evolução