Fecha-se um ciclo na era da iluminação, a lâmpada incandescente de 60 watts deixa de ser vendida em 1º de julho. Já as de 25 e 40 watts deixarão de ser vendidas em julho de 2016.

Um pouco da história…

Inventada pelo gênio Thomas Edison, em 1879, a lâmpada incandescente foi o início de uma nova era. Na época, o maior desafio era desenvolver um filamento resistente. Atualmente, os filamentos são, geralmente, feitos de tungstênio e metal, que só derrete quando submetido a temperatura altíssima. Para evitar que os filamentos entrem em combustão e se queimem rapidamente, é removido todo o ar da lâmpada, preenchendo com a mistura de gases inertes, nitrogênio, argônio ou criptônio.

Na Europa, a lâmpada deixou de ser comercializada em 2008. Foi o esforço europeu pela economia de energia e em combate ao aquecimento global e agora, no Brasil.

Como funcionará

O consumidor não encontrará mais as lâmpadas com filamento incandescente de 60 watts para comprar a partir de amanhã. Já as de 25 e 40 watts poderão ser comercializadas apenas por mais um ano. As lâmpadas incandescentes acima de 75W e 100W deixaram de ser comercializadas em 30 de junho de 2014.

A mudança atende a cronograma estabelecido pela Portaria Interministerial 1007 dos Ministérios de Minas e Energia, da Ciência, Tecnologia e Inovação e do Desenvolvimento Indústria e Comércio Exterior, de dezembro de 2010, que fixou índices mínimos de eficiência luminosa para fabricação, importação e comercialização das lâmpadas incandescentes de uso geral em território brasileiro.

O consumidor tem três opções de lâmpadas domésticas: lâmpadas fluorescentes compactas, lâmpadas incandescentes halógenas e lâmpadas LED. Apesar de mais caras que a incandescente, gastam menos energia e duram mais.

Segundo a Associação Brasileira da Indústria de Iluminação (Abilux), outra alternativa é substituir o soquete de rosca e instalar conjuntos (luminárias e fontes de luz) mais eficientes como, por exemplo, luminárias com lâmpadas fluorescentes tubulares ou compactas e luminárias com LED.

A mudança leva em conta a eficiência energética, principalmente no momento em que o Brasil atravessa uma escassez de chuvas que deixa os reservatórios das usinas hidrelétricas em níveis críticos.

Fonte: G1